Eu, por norma, tento ser responsável mas, em situações diversas e para um bem comum, sou daqueles que pensa em formas de fugir a ditas responsabilidades ou tarefas. Ou, simplificando, crio histórias e situações para escapar. O facto de eu não utilizar o termo "mentira" é ponderado pois raramente minto.
Vamos lá entrar no mundo de histórias e situações. Um sujeito, que, para evitar que me revejam nas situações aqui expostas, vou chamar Tó, está atrasado para o emprego. Uma chatice, é a terceira vez esta semana, o chefe fica chateado e coloca-o debaixo de olho. O Tó vai de carro e apanha a 2ª Circular, trânsito fluído e, de repente, trânsito cortado e lento com apenas uma faixa a circular. Houve um acidente entre dois veículos ligeiros. Chegado ao local da labora, o Tó dirige-se ao chefe e expõe a situação na sua versão: - Chefe, nem imagina. Vinha na 2ª Circular, trânsito lentíssimo, carros parados por todo o lado. Um acidente, mas uma coisa enorme. Contou-me um sujeito que, vinha um indíviduo lançado numa 600 e perdeu o controlo da mota e enfaixou-se num carro que por sua vez foi embater com um pesado de mercadorias. Um estrondo enorme, a estrada cheia de feijão enlatado e parafusos. Apenas uma faixa aberta para tanta gente. Pensei que ia lá ficar o dia todo. Entretanto, parei o carro e fui lá ver se precisam de ajuda. Havia mulheres a chorar e senhores a pensar nos estragos e nos seguros e nas chatices mas ainda consegui amenizar a situação e fiquei com o número de uma das senhoras, bem jeitosa, para o caso de conhecer um mecânico que possa ajudar a reparar o pára-choques. - Tudo tranquilo, o chefe acredita e o rapaz é aumentado por ser um cidadão à maneira.
Outra situação, o Tó, casado e a viver com a esposa, vai ao supermercado para comprar carne picada para o jantar. Chegado ao supermercado, não existe carne de porco picada em embalagem, a esposa não gosta de carne de vaca e a fila para o talho tem três velhotas. Para evitar demoras, até porque a esposa iria assumir de antemão que o Tó tinha encontrado uma mulher gostosa e espadaúda e tinha ficado no engate, o Tó pega numa caixa de entrecosto e vai para casa. Chegado ao lar, o Tó mete um ar descontraído, esconde o talão e diz, efusivamente: - Querida, nem imaginas. Lembrei-me que adoras entrecosto e estava uma promoção óptima que não pude resistir. Aqui temos umas tiras de entrecosto para meter no forno. (sentindo a pulsação da esposa a aumentar e os olhos a fugir para o preparado de molho de tomate e para o esparguete à espera da carne picada) Mas vai lá ver a telenovela que eu preparo o jantar. No final, se me deres um beijo, até lavo a loiça. Sabes como eu adoro cozinhar para ti. - Novamente, o Tó safa-se, a mulher fica toda contente, nem deixa que ele lave a loiça e arrasta-o para cima da mesa da cozinha para hora e meia de sexo louco e violento.
Numa última situação, vamos imaginar que o Tó termina mais um dia de trabalho, vai jogar à bola com os colegas e, após o banho, decidem-se por ir beber umas cervejinhas para um bar em frente ao campo onde a empregada é bem gira e costuma usar decotes apetitosos. O tempo passa, os copos vazios acumulam-se, os piropos para a simpática, e jeitosa, empregada acabam e o bar fecha. Cambaleando, o Tó e os amigos dispersam a caminho de casa. O Tó entra em casa, completamente embriagado, com o saco de desporto a tiracolo, a camisa mal abotoada, a braguilha aberta e um hálito capaz de embriagar um pequeno gato. À sua espera, a esposa e um rolo da massa. Calmamente, o Tó volta a usar o seu poder de argumentação: - Amorzinho, eu sei que não avisei que não vinha jantar mas eu embrulho e levo amanhã para o almoço, aposto que está maravilhoso como sempre. Sabes como são os rapazes, depois de uma futebolada vamos sempre beber uma água ao café do Xico. Mas hoje estava lá uma senhora, com cerca de 80 anos, que estava muito mal, a beber desalmadamente e a ingerir comprimidos com a bebida. Eu e os rapazes, receosos que a senhora se estivesse a tentar suicidar, ficamos a fazer-lhe companhia, a falar com ela, a explorar algo que lhe desse vontade de combater esse sentimento maléfico do suicídio. O problema é que, para conversar com ela, tínhamos de beber o que ela bebia. Ficamos todos podres de bêbados mas salvamos uma vida humana! - e, desta vez, não resultou muito bem. Na verdade o Tó é um primo meu que teve uns problemas ultimamente, a mulher pediu o divórcio, partiu-lhe dois dentes com um rolo da massa e ele agora está num manicómio a espumar da boca e a resolver puzzles para crianças de três anos. Tirando isso, não vejo porque alterar ligeiramente a verdade pode ser mentir...
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Os supermercados arruinaram o meu namoro!
Queria escrever uma carta aos senhores dos supermercados porém, sou preguiçoso demais para ir buscar uma folha e uma caneta, depois teria de comprar um envelope, ir aos correios, comprar um selo, escrevinhar uma morada e dar seguimento às letras. Opto por escrever aqui estas linhas, na esperança que os senhores dos supermercados cheguem a ler.
Pois bem, não me venho queixar dos anúncios ao tema "regresso às aulas", até porque, sinceramente, ainda não tomei atenção a nada disso este ano, mas venho queixar-me dos recentes anúncios do Continente e do Intermarché. Muito rapidamente e resumidamente, eu sou um jovem adulto, recém-licenciado, esbelto e bonito, moro num apartamento a cair de velho juntamente com um amigo, e, ocasionalmente, vou às compras. Vou eu, vão os estudantes, vão os solteiros, vão os velhotes, vão os magros, vão os gordos, vão homens, vão mulheres, toda a gente vai às compras. Uma enorme coincidência. Ora, se vamos todos às compras, porque raio só vi anúncios para famílias hoje? Estou ligado à televisão desde as 19 e picos e só vi anúncios de supermercados para famílias. E todas iguais, um casal na casa dos trinta e um casal de crianças menores de 12 anos. Amanhã preciso de ir comprar carne para o jantar e um caixa de cotonetes e tenho dúvidas que me recebam bem no Continente ou no Intermarché, eles só vendem para famílias! E os solteiros? E os forever alone? Isto, meus amigos, é discriminação!
Daqui a uns meses, irei, hipoteticamente, conhecer uma top model e quando pensar em convidá-la a jantar lá em casa hei-de sussurrar, descontraidamente, "preciso de ir às compras para preparar um manjar dos deuses para uma deusa", e de imediato levo um chapadão no focinho que até fico a ver estrelas! "Afinal és casado e tens dois filhos, meu grande c*****!", dirá a top model, enquanto veste a lingerie sexy e entra no seu descapotável vermelho. Obrigado senhores dos supermercados por romperem assim o meu namoro com uma top model! E eu que já pensava numas férias no Algarve a beber caipirinhas e a ver o pôr-do-sol com uma top model...
Pois bem, não me venho queixar dos anúncios ao tema "regresso às aulas", até porque, sinceramente, ainda não tomei atenção a nada disso este ano, mas venho queixar-me dos recentes anúncios do Continente e do Intermarché. Muito rapidamente e resumidamente, eu sou um jovem adulto, recém-licenciado, esbelto e bonito, moro num apartamento a cair de velho juntamente com um amigo, e, ocasionalmente, vou às compras. Vou eu, vão os estudantes, vão os solteiros, vão os velhotes, vão os magros, vão os gordos, vão homens, vão mulheres, toda a gente vai às compras. Uma enorme coincidência. Ora, se vamos todos às compras, porque raio só vi anúncios para famílias hoje? Estou ligado à televisão desde as 19 e picos e só vi anúncios de supermercados para famílias. E todas iguais, um casal na casa dos trinta e um casal de crianças menores de 12 anos. Amanhã preciso de ir comprar carne para o jantar e um caixa de cotonetes e tenho dúvidas que me recebam bem no Continente ou no Intermarché, eles só vendem para famílias! E os solteiros? E os forever alone? Isto, meus amigos, é discriminação!
Daqui a uns meses, irei, hipoteticamente, conhecer uma top model e quando pensar em convidá-la a jantar lá em casa hei-de sussurrar, descontraidamente, "preciso de ir às compras para preparar um manjar dos deuses para uma deusa", e de imediato levo um chapadão no focinho que até fico a ver estrelas! "Afinal és casado e tens dois filhos, meu grande c*****!", dirá a top model, enquanto veste a lingerie sexy e entra no seu descapotável vermelho. Obrigado senhores dos supermercados por romperem assim o meu namoro com uma top model! E eu que já pensava numas férias no Algarve a beber caipirinhas e a ver o pôr-do-sol com uma top model...
Ultimamente tenho de me levantar mais cedo
Ultimamente redescobri a maravilha das letras, subentenda-se, voltei a ler. Este mundo imerso em tecnologia e computadores e videojogos e televisão e cinema e telemóveis, há tanta oferta, tanta coisa para fazer que deixei de ler. Esqueci-me do prazer que dava comprar um livro, saborear as suas letras, imaginar as situações que lemos, rir com os personagens. Enfim, posso agradecer aos meios de transporte públicos por me permitirem ler cerca de 45 minutos por dia.
Contudo, e até seria estranho eu estar aqui sem discordar ou revoltar-me contra algo, desdenho aqui e agora contra duas senhoras que me fazem levantar 10 (!) minutos mais cedo! Pois bem, a carreira que me leva ao local de labuta, transporta outras pessoas. E no meio dessas pessoas há homens, há mulheres, há gordos, há magros, há raparigas feias, raramente há raparigas bonitas, e há duas senhoras. Ora, essas duas senhoras, cujos nomes não vou confidenciar, digamos que se chamam Elvira e Albertina, levam o percurso todo na galhofa, com o volume a roçar no máximo e com direito a distorção. Eu não me importo que as pessoas falem à minha volta, o ar é de todos, parafraseando os Gato Fedorento. Mas a Albertina tem uma voz esganiçada e irritante, e a Elvira, tem uma voz ainda mais esganiçada e irritante. Para o leitor ter noção, o som de surpresa da Elvira é semelhante aos gritos do Castelo Branco quando o Alexandre Frota lhe pegava ao colo. E aquelas conversas, para além de serem impróprias para quem acabou de sair do aconchego do leito, são irritantes. Primeiro, tentei alocar-me noutro ponto estratégico, onde os meus tímpanos estivessem a salvo de vozes tão pouco agradáveis, não resultou. O único sítio seguro está ocupado por um senhor que se julga manda-chuva do veículo e que não deixa ninguém trocar de lugar com ele, um tal de motorista. De seguida, tentei concentrar-me mais na leitura, entrar dentro do livro e esconder-me, não resultou, as letras transformam-se em notas musicais descoordenadas e os olhos choram de amargura. Por fim, decidi fazer contas ao meu dia e levantar-me mais cedo, apanhar a carreira imediatamente antes e seguir em segurança.
Entretanto, sei tudo sobre a Elvira e a Albertina, cujos nomes verdadeiros não vou revelar. Uma limpa casas particulares e tem dois filhos dos quais um tem quatro anos e o outro sete que ficam com a mãe que também mora lá em casa e costumam portar-se bem quando estão a dormir mas quando acordam são uns diabos e o mais velho que já vai à escola está sempre a bater nos outros meninos e a senhora está sempre a ser chamada ao conselho directivo por causa do catraio e quando chega a casa tem de lhe dar um raspanete mandá-lo tomar banho e ainda o ajuda a fazer os TPC enquanto o pai está no estrangeiro a trabalhar nas obras e todos os meses manda uns trocos para ajudar a pagar as contas e deve voltar no final do Verão porque a vida está difícil. A outra senhora é um pouco mais velha e trabalha num restaurante num centro comercial e tem duas filhas e um filho e a mais velha já está no secundário e tem boas notas mas os mais novos são mal comportados e são gémeos o rapaz só quer jogar à bola na rua com os amigos e chega tarde todo sujo e nunca faz os deveres nem arruma o quarto e a rapariga mete as culpas no mano e acaba por também se desleixar e está sempre agarrada ao computador e no fim sobra tudo para a mais velha que até deve ser jeitosa tendo em conta os elogios da mãe mas passa a tarde na casa do namorado a estudar (pensa a mãe) e quando chega a casa ainda ajuda nas limpezas da casa e cozinha para os irmãos quando a mãe chega mais tarde.
E é por isto, que eu agora me levanto mais cedo 10 minutos! Contudo, enquanto escrevia estas linhas, fiquei com saudades da Elvira e da Albertina, nomes fictícios. Acho que amanhã vou dormir mais um pouco para apanhar a mesma carreira que as senhoras e manter-me a par das novidades, só para saber se está tudo bem com as respectivas famílias (se bem me lembro a mãe da Albertina tinha passado mal e o médico mandou-a ficar em casa a repousar).
Contudo, e até seria estranho eu estar aqui sem discordar ou revoltar-me contra algo, desdenho aqui e agora contra duas senhoras que me fazem levantar 10 (!) minutos mais cedo! Pois bem, a carreira que me leva ao local de labuta, transporta outras pessoas. E no meio dessas pessoas há homens, há mulheres, há gordos, há magros, há raparigas feias, raramente há raparigas bonitas, e há duas senhoras. Ora, essas duas senhoras, cujos nomes não vou confidenciar, digamos que se chamam Elvira e Albertina, levam o percurso todo na galhofa, com o volume a roçar no máximo e com direito a distorção. Eu não me importo que as pessoas falem à minha volta, o ar é de todos, parafraseando os Gato Fedorento. Mas a Albertina tem uma voz esganiçada e irritante, e a Elvira, tem uma voz ainda mais esganiçada e irritante. Para o leitor ter noção, o som de surpresa da Elvira é semelhante aos gritos do Castelo Branco quando o Alexandre Frota lhe pegava ao colo. E aquelas conversas, para além de serem impróprias para quem acabou de sair do aconchego do leito, são irritantes. Primeiro, tentei alocar-me noutro ponto estratégico, onde os meus tímpanos estivessem a salvo de vozes tão pouco agradáveis, não resultou. O único sítio seguro está ocupado por um senhor que se julga manda-chuva do veículo e que não deixa ninguém trocar de lugar com ele, um tal de motorista. De seguida, tentei concentrar-me mais na leitura, entrar dentro do livro e esconder-me, não resultou, as letras transformam-se em notas musicais descoordenadas e os olhos choram de amargura. Por fim, decidi fazer contas ao meu dia e levantar-me mais cedo, apanhar a carreira imediatamente antes e seguir em segurança.
Entretanto, sei tudo sobre a Elvira e a Albertina, cujos nomes verdadeiros não vou revelar. Uma limpa casas particulares e tem dois filhos dos quais um tem quatro anos e o outro sete que ficam com a mãe que também mora lá em casa e costumam portar-se bem quando estão a dormir mas quando acordam são uns diabos e o mais velho que já vai à escola está sempre a bater nos outros meninos e a senhora está sempre a ser chamada ao conselho directivo por causa do catraio e quando chega a casa tem de lhe dar um raspanete mandá-lo tomar banho e ainda o ajuda a fazer os TPC enquanto o pai está no estrangeiro a trabalhar nas obras e todos os meses manda uns trocos para ajudar a pagar as contas e deve voltar no final do Verão porque a vida está difícil. A outra senhora é um pouco mais velha e trabalha num restaurante num centro comercial e tem duas filhas e um filho e a mais velha já está no secundário e tem boas notas mas os mais novos são mal comportados e são gémeos o rapaz só quer jogar à bola na rua com os amigos e chega tarde todo sujo e nunca faz os deveres nem arruma o quarto e a rapariga mete as culpas no mano e acaba por também se desleixar e está sempre agarrada ao computador e no fim sobra tudo para a mais velha que até deve ser jeitosa tendo em conta os elogios da mãe mas passa a tarde na casa do namorado a estudar (pensa a mãe) e quando chega a casa ainda ajuda nas limpezas da casa e cozinha para os irmãos quando a mãe chega mais tarde.
E é por isto, que eu agora me levanto mais cedo 10 minutos! Contudo, enquanto escrevia estas linhas, fiquei com saudades da Elvira e da Albertina, nomes fictícios. Acho que amanhã vou dormir mais um pouco para apanhar a mesma carreira que as senhoras e manter-me a par das novidades, só para saber se está tudo bem com as respectivas famílias (se bem me lembro a mãe da Albertina tinha passado mal e o médico mandou-a ficar em casa a repousar).
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Jogos Olímpicos vistos por um tuga
Muito se desdenhou sobre a participação lusa nos Jogos Olímpicos Londres 2012, falto eu escrever algumas linhas sobre isso. E assumo aqui a posição, irremediavelmente, do contra. Contra os anti-portugueses, contra os idiotas cujo desporto praticado é o zapping, contra os preguiçosos, contra os de mau carácter e pouca inteligência. Criticar negativamente a prestação dos atletas portugueses em Londres é ser estúpido.
Primeiro, quem já praticou desporto sabe o quão fácil é conseguir apoios e patrocínios, para treinar, para vestir, para comer. A título de exemplo, alguém se lembra de Teresa Machado? Recordista nacional de lançamento do disco, finalista nos Jogos Olímpicos de Atlanta e Sidney, esteve ainda em Barcelona e Atenas, uma das atletas com mais presenças na Taça da Europa? Pois, aos 33 anos terminou a sua ligação ao Sporting, em 2003, mas ainda alimentava o sonho de ir a Atenas. Continuou a treinar, esteve a trabalhar em limpezas em moradias e conseguiu marcar presença na Grécia! Escusado será dizer que, num país com cultura desportiva, esta Mulher teria um ordenado como atleta de alta competição.
ver notícia aqui - http://www.record.xl.pt/interior.aspx?content_id=
Segundo, falar mal é muito fácil. Todos somos bons, do lado de cá do televisor. Todos os atletas que vão aos Jogos Olímpicos, ou a qualquer prova desportiva internacional, têm o peso de 10 milhões de portugueses aos ombros, carregam a bandeira mais linda do mundo, dão o corpo e a cara por um país. Todos sentem um orgulho imenso em representar Portugal, todos querem ganhar por Portugal, todos querem dar uma alegria a Portugal. Que ninguém atire à cara da Telma Monteiro que ela perdeu de propósito ou que o Marco Fortes não se esforçou. Todos os atletas, profissionais ou amadores, dão sempre o seu melhor e só pensam em fazer melhor. Nem sempre é possível mas ninguém mais do que eles queria ganhar uma medalha, subir ao palco, ouvir o hino do seu país num estádio com 80 mil pessoas.
Terceiro, ninguém vai aos Jogos Olímpicos se for mau. O recordista mundial da maratona, o queniano Patrick Makau, não foi convocado para Londres. O etíope Gebresalassie, campeão olímpico dos 10.000m em Atlanta e Sidnei, não conseguiu apurar-se para Londres. São campeões, os melhores do mundo, e não foram. Mas os portugueses, que, segundo os seus compatriotas, foram lá passear, conseguiram, por mérito próprio, marcar presença no maior evento desportivo do mundo.
Pequenos pormenores que fazem uma grande diferença. Fiquei triste com os comentários que vi durante três semanas de puro espectáculo. Somos um país pequeno. Já dizia o José Cid, "Se Elton John (ou Michael Phelps ou Usain Bolt ou Allyson Felix) tivesse nascido na Chamusca, não teria tanto sucesso como eu.".
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Portugal insiste em ganhar medalhas
Canoagem não é dos meus desportos favoritos, somente por acaso vejo uma prova de canoagem, experimentei uma vez na brincadeira num dia de férias desportivas. Vi pela primeira vez uma prova de canoagem há cerca de oito anos, Atenas 2004. Emanuel Silva, na altura com 18 anos, um jovem cheio de ambição que chegou à final de K1 1000m. Desde então tenho acompanhado, superficialmente, a carreira deste herói nacional.
Fiquei triste quando falhou as finais em Pequim. Felizmente, encontrou a sua alma gémea, salvo seja. Emanuel Silva e Fernando Pimenta, uma dupla que calou muitos portugueses, abanou mais alguns e deixou todos orgulhosos. Talvez agora o país acorde para a canoagem. Talvez os jovens queiram praticar canoagem, talvez os senhores que mandam ajudem na criação de condições para a prática desportiva, talvez os senhores com papel se lembrem de apoiar este desporto. Noutro país qualquer, um atleta com o percurso de Emanuel Silva tinha patrocínios e um salário mensal compatível com o seu valor.
Estes Jogos Olímpicos tinham tudo para dar errado. Atletas lesionados, mínimos obtidos à tangente, atletas jovens e inexperientes, palavras estúpidas proferidas ainda em solo luso e polémicas em Londres. Nunca pensei que conseguíssemos uma medalha, confesso. Tinha esperança que a Telma Monteiro nos brindasse com um pódio mas não lhe foi possível. Durante as provas de canoagem sonhei com um pódio improvável mas, mesmo assim, nunca pensei que fosse possível. Foi com uma enorme alegria que vi Pimenta e Silva cruzarem a meta. Uma prova espectacular, uma ponta final arrepiante.
Pedir mais que isto é brincar com o amadorismo do desporto nacional. Tudo o que conseguimos é fruto de puro talento e muita, mas muita, vontade. Parabéns Emanuel Silva e Fernando Pimenta! Um resultado importantíssimo para a canoagem em Portugal e para o desporto português.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Eu nos Jogos Olímpicos
Os Jogos Olímpicos são o maior evento desportivo do mundo. Três semanas de elevada intensidade e com a presença dos melhores desportistas do planeta, procedidos pelos Paralímpicos (que tendem a ser ignorados, mas isso ficaria para outro testamento).
Enquanto acompanho, pela televisão e pela internet, as prestações lusas e dos demais que me interessam, também sou rapaz para sonhar em ser porta-estandarte na cerimónia de abertura dos Jogos. Quem não adorava carregar a bandeira nacional na abertura do maior evento desportivo do mundo? Até porque eu, e isto é um facto, já fui desportista! E na altura acreditava mesmo que podia chegar ao nível do Obikwelu! Era bastante rápido, tinha uma aceleração estonteante e uma velocidade de ponta equiparada à de uma Zundapp 3, a patinar numa subida... Tive a sorte de conhecer pessoas impecáveis, gente cinco estrelas e ainda consegui tornar-me amigo de muitos adversários com os quais lutava pelo primeiro lugar, ou pelo segundo, ou vá, pelo penúltimo lugar. Ganhei uma corrida ou duas, amealhei uma mão cheia de medalhas, um jovem aspirante a velocista.
Como era bom moço, participei em várias estafetas pelo meu clube. Maioria a nível regional, mas lembro-me de ter participado em, pelo menos, duas estafetas a nível nacional! E, como não podia deixar de ser, nenhuma das duas correu como seria esperado. Em juvenil, a minha estreia em competições nacionais - Apuramento nacional de clubes, Seixal. Provas: 100m - eliminatórias e 4x100m. Na prova de 100m precisava de doping, e nem era para ganhar, só para não passar vergonhas. Tinha menos probabilidades de realizar uma marca que desse pontos à minha equipa do que a Coreia do Norte de ganhar o Mundial 2010. O objectivo pessoal era bater o meu melhor tempo e não ficar em último. Consegui não ficar em último! E na estafeta, um conjunto remendado que se apresentou ali, íamos tentar algo. Eu, o mais novinho, ia partir da pista 8, a mais distante do juiz de partidas. Olhei para o céu, estava um bonito dia, céu limpo, calor, estava cheio de "pica", o juiz grita "aos seus lugares", dou uma palmada em cada coxa, seguro firme o testemunho, coloco os pés nos blocos, tudo em condições, mãos junto à linha, lanço um último olhar ao chão e murmuro para mim três ou quatro palavrões de incentivo, de seguida o juiz vai gritar "prontos" (que é aquela posição em que os atletas levantam o rabo) e depois o tiro. E estava eu concentradíssimo quando oiço um tiro e veja uma manada de búfalos a levantar pó ao meu lado. O juiz tinha dado a partida e eu não ouvi o "prontos", que é como quem diz, não estava pronto para partir. Uma desilusão, uma tristeza enorme, fiquei confuso, atrapalhei-me, ainda corri o mais rápido que pude mas já não foi o suficiente. Reclamamos mas não serviu de nada, borrei a pintura.
No mesmo ano, prova - Campeonato Nacional de Juniores. Não tinha mínimos para ir mas o treinador achou por bem levar-me à estafeta. Era a nossa "Dream Team". Tri ou tetracampeões do Algarve, já nem me lembro, mas éramos os melhores. Os deuses estavam connosco. Póvoa de Varzim, pico do Verão, calor insuportável, vento forte, condições horríveis. Porém, nada demovia a nossa convicção, tínhamos equipa para lutar pelo top 8, talvez top 5. Mais uma vez, o novinho na partida e novamente pista 8. Desta vez não podia falhar. Duas palmadinhas nas coxas e uma palmada no peito musculado, estava em boa forma. "Aos seus lugares", cá vou eu. Pés nos blocos, joelho apoiado, mãos na linha, ao mínimo murmúrio levantava-me e esperava o tiro. "Prontos", ouvi e disse presente, "estou pronto", tiro e lá vou eu desalmado a curvar. Parecia um perdigueiro atrás de um coelho. Entreguei bem o testemunho e estávamos na luta pela frente da eliminatória. No último percurso, recta da meta, tudo a gritar, tudo a empurrar mentalmente os adversários para trás e o nosso colega para a frente, faltavam 60m para a meta e... estiramento na coxa (ou algo parecido). O rapaz começa a coxear, agarra-se à perna e termina a corrida em último a queixar-se de dores. Nova desilusão.
Mas agora tenho novo objectivo: natação. Prepara-te Michael Phelps, quando eu aprender a nadar nunca mais ganhas uma douradinha!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Entre praia e uma casa antiga
Este fim-de-semana dei por mim a absorver cultura à bruta! Vivi o sacrifício de acordar cedo ao fim-de-semana, fugi às praias e aos centros comerciais e fui absorver cultura à bruta! Museus, palácios e paisagens, foi spectacular!
Vivo na capital há ano e meio e só agora aproveitei para recordar alguns espaços, ver outros pela primeira vez, viver um pouco da história de todos nós. Até fui ver a colecção do Berardo! E terminei no novíssimo Museu Nacional do Desporto. No final, aquele sentimento agri-doce que arrepia a espinha. Orgulho no meu país, orgulho nos feitos dos portugueses, orgulho nas peças que vi, orgulho em ser compatriota de quem construiu e de quem combateu e de quem ergueu e de quem viveu, orgulho em ser compatriota de Vasco da Gama e de Moniz Pereira, de D. João I e de Ricardo. E uma tristeza imensa em ver tanta obra a precisar de restauro, tanta obra esquecida pelo povo, tanto pedaço de história que nenhum português conhece. Visitei um palácio, quatro museus e um jardim sem gastar um cêntimo. E vou repetir a viagem brevemente, e visitar o que não tive tempo.
Sinto que aqueles espaços deviam estar cheios de gente a comentar sobre as peças e vibrar ao ouvir a história da nau "Vasco da Gama" ou do regícidio de D. Carlos I e do infante D. Luís Filipe. As obras cuidadas, restauradas, e sempre a "sorrir" para o visitante. Enfim, faltava algo.
Entretanto, fica a frase da jornada, pela voz de um amigo: "Devíamos ter um cartão Relvas. Em cada museu carimbavam o cartão e no final tínhamos uma licenciatura em História!". Ainda não pedi equivalência mas pode ser que obtenha um 11.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Haja política e ensino neste país, sff
Raramente falo de política. E tenho razões, que são minhas e são válidas, e que acho por bem partilhar convosco. Em primeiro lugar, confesso que não percebo nada de política, talvez exista mais alguns temas que não compreenda, mas de política nada percebo. E em segundo lugar, porque em Portugal não existe política, nem tão pouco políticos. Se calhar isso ajuda a perceber a situação actual do país, não há políticos, não há gestores, não há economistas, não há engenheiros... Não, meus amigos, não estou a dizer uma idiotice de todo o tamanho, estou simplesmente a ironizar. Eu sei perfeitamente que em Portugal há políticos, gestores, economistas e engenheiros, alguns de qualidade tal que posso afirmar serem dos melhores do mundo. Contudo, não estão onde nós, reles povo, gostaríamos. No Governo, os políticos são quase inexistentes. Eu posso pegar num estetoscópio que isso não faz de mim um médico (Perceberam a metáfora? Genial, não é ? Ultimamente ando muito forte em metáforas!).
Há tempos, estive sem trabalho. Licenciado, maior de idade, teso que nem um carapau, sem trabalho. Já tinha trabalhado, já tinha feito descontos, já tinha estado a contrato. Nunca tinha trabalhado mais de quatro meses seguidos a contrato. Ao que parece, não cheguei a averiguar a fundo porque entretanto arranjei trabalho, precisava de ter cumprido um contrato superior a seis meses para receber subsídio de desemprego. Resumindo, não tinha habilitações para ser desempregado. Nesse momento comecei a ver o Governo com outros olhos. O nosso primeiro-ministro, ao que consta, pouco trabalhou na vida (exercendo cargos para os quais não tinha aparentes habilitações), tirou uma licenciatura em Economia, aos 37 anos (!) e é o "chefe" de um país. O anterior, cujas actividades laborais também são duvidosas e pouco consistentes, tirou uma licenciatura em Engenharia, num dia em que a Universidade até deveria estar fechada... Não sou inspector da PJ nem Juiz mas consigo perceber que, em Portugal, qualquer um pode fingir ser o que quiser. Eu, leigo, não vejo onde economia e engenharia ensinam política.
Antigamente, um jornalista em Portugal era um nabo, um rejeitado, um desajeitado. É verdade. Editores, chefes de redacção, repórteres, cujos cursos variavam entre arquitectura e ciências. Sem emprego na sua área, surgia o jornalismo, qual El Dorado, e uma carreira de sucesso. Gente que algum valor teria, que até sabiam redigir um texto, mas que nunca estudaram jornalismo na vida. Na política também sofremos desse mal. Lecciona-se Política em certas universidades, públicas inclusive, mas a maioria dos "políticos" que vemos na televisão, são nabos, rejeitados ou desajeitados de outras áreas. E lembrei-me disto porque o ministro dos assuntos parlamentares, dos poucos que até poderia dizer ter estudado Política, conseguiu tirar uma licenciatura de três anos em apenas um - ao que um ignorante diria "é sobredotado"!
Das duas, uma: ou o ensino em Portugal anda todo trocado, ou então Portugal é governado por sobredotados...
Há tempos, estive sem trabalho. Licenciado, maior de idade, teso que nem um carapau, sem trabalho. Já tinha trabalhado, já tinha feito descontos, já tinha estado a contrato. Nunca tinha trabalhado mais de quatro meses seguidos a contrato. Ao que parece, não cheguei a averiguar a fundo porque entretanto arranjei trabalho, precisava de ter cumprido um contrato superior a seis meses para receber subsídio de desemprego. Resumindo, não tinha habilitações para ser desempregado. Nesse momento comecei a ver o Governo com outros olhos. O nosso primeiro-ministro, ao que consta, pouco trabalhou na vida (exercendo cargos para os quais não tinha aparentes habilitações), tirou uma licenciatura em Economia, aos 37 anos (!) e é o "chefe" de um país. O anterior, cujas actividades laborais também são duvidosas e pouco consistentes, tirou uma licenciatura em Engenharia, num dia em que a Universidade até deveria estar fechada... Não sou inspector da PJ nem Juiz mas consigo perceber que, em Portugal, qualquer um pode fingir ser o que quiser. Eu, leigo, não vejo onde economia e engenharia ensinam política.
Antigamente, um jornalista em Portugal era um nabo, um rejeitado, um desajeitado. É verdade. Editores, chefes de redacção, repórteres, cujos cursos variavam entre arquitectura e ciências. Sem emprego na sua área, surgia o jornalismo, qual El Dorado, e uma carreira de sucesso. Gente que algum valor teria, que até sabiam redigir um texto, mas que nunca estudaram jornalismo na vida. Na política também sofremos desse mal. Lecciona-se Política em certas universidades, públicas inclusive, mas a maioria dos "políticos" que vemos na televisão, são nabos, rejeitados ou desajeitados de outras áreas. E lembrei-me disto porque o ministro dos assuntos parlamentares, dos poucos que até poderia dizer ter estudado Política, conseguiu tirar uma licenciatura de três anos em apenas um - ao que um ignorante diria "é sobredotado"!
Das duas, uma: ou o ensino em Portugal anda todo trocado, ou então Portugal é governado por sobredotados...
sábado, 7 de julho de 2012
Um drama no elevador
Ontem sucedeu-se algo na minha vida que alterou a forma como eu vejo o mundo. A partir daquele momento, nada mais foi igual para mim. Um misto de revolta e impotência apoderou-se de mim, e quase chorei por dentro. O drama, o horror, a tragédia...
O que se passou foi o seguinte. No prédio onde eu laboro, existem dois elevadores e, tendo em conta que o escritório onde ostento uma secretária é num quinto andar, costumo utilizar frequentemente os ditos cujos. Ora, ontem, estava eu descansado da minha vida a preparar-me para ir almoçar, chamo o elevador, entro no elevador, carrego no botão do rés-de-chão, a porta fecha e, de repente, o meu nariz descobre algo. Semi-cerro os olhos, dou duas ou três narinadelas, e faço um primeiro diagnóstico da situação - cheirava a bufas! No primeiro instante cobri simplesmente o nariz com a mão e comecei a rir. Um qualquer malandro ou malandra do prédio largou um gás pestilento no ascensor para amaldiçoar o desgraçado que tivesse a infelicidade de necessitar de subir ou descer. O desgraçado era eu, e até já contava vingar-me numa próxima. Todos nós já largamos uma bufa no elevador e fugimos apressadamente para lixar o próximo. Eu próprio estou sempre a fazê-lo, sempre com sucesso. Mas, de seguida, chegou o medo. Ainda faltavam quatro andares e tudo podia acontecer. Comecei a tremer, desesperadamente tentei sacudir o odor, "e se o elevador pára antes de chegar ao rés-do-chão e entra alguém??? De certeza pensam que fui eu e fico com má imagem no prédio...". Escusado será dizer que entrou uma senhora... no segundo andar. Podia ter entrado um homem e até podia achar graça à situação, rir-se, gozar por dentro, contar histórias aos amigos sobre um jovem bem bonito que tinha largado uma bomba atómica no elevador e riam todos juntos enquanto bebiam umas cervejas e comiam uns caracóis. Mas não, entrou uma senhora! Cerca de 40 anos, aspecto carrancudo, com ar de executiva, pasta em uma das mãos e telemóvel, daqueles que tira fotos, faz vídeos, cozinha, passa a ferro, e tem acesso ao Facebook, na outra. A porta abriu, saímos os dois, fiquei para trás e vi-a entrar num carro de uma empresa de consultoria sediada longe dali. Era apenas uma senhora que tinha vindo a uma reunião e o risco de a voltar a encontrar não seria muito grande.
Moral da história: na realidade existem várias morais nesta história. E vou enumerá-las.
1º - Cuidado ao entrarem num ascensor. Antes de iniciarem a viagem, façam o reconhecimento do local. Se cheirar mal, apanhem o próximo.
2º - Se costumam largar umas bufinhas no elevador, tenham cuidado. Aquilo nem sempre segue as leis da física e pode abrir inesperadamente, entrar a mulher dos vossos sonhos e não ficar nada impressionada.
(Atenção, para todos aqueles que interpretam "impressionar" com uma bufa poderosa, daquelas que o cheiro arrepia os pêlos do corpo e cria lágrimas nos olhos - as mulheres não gostam disso.)
3º - Se a senhora que estava no elevador e ficou com ideias erradas estiver a ler isto, garanto-lhe que não fui eu. Eu, por norma, até cheiro bem, tomo banho e uso aquelas coisas para deixar o corpo bem cheiroso e até gostoso.
4º - Não larguem presentes ao próximo. Porque o próximo posso ser eu e a minha última experiência alertou-me para os perigos dessa vida.
Um bom fim-de-semana para todos, minis, caracóis, Wimbledon, Tour, e muita chuva!
terça-feira, 3 de julho de 2012
Le Tour, mes amis, Le Tour
Para todos aqueles que gostam de ciclismo, e também para os que gostam dos contos de Astérix e Obélix, ou ainda para aqueles que dizem ser Crixus o seu personagem favorito de Spartacus, e ainda para os que acham a Brigitte Bardot uma das mulheres mais elegantes de sempre, aqui vai uma sugestão: Le Tour de France.
Sem Contador e sem Andy Schleck, que seriam à partida os principais candidatos à vitória, o Tour deste ano pode ter um vencedor inesperado e muitas surpresas. Para além disso, tem dois atractivos nativos deste cantinho: Sérgio Paulinho e Rui Costa.
Aconselho ainda que atirem uma vista de olhos (atenção, isto é apenas um trocadilho, não tentem fazer isto em casa pois se vocês atirarem uma vista de olhos podem ficar cegos e eu não vou comprar cães-guias para ninguém...) ao site da Eurosport. O Diário do Tour é escrito pelos ciclistas portugueses em prova, com a sua opinião e a sua visão da prova. Até dá para fechar os olhos e sentir o banco desaparecer de baixo do rabo à medida que nos preparamos para atacar a subida ao Tourmalet (ou talvez não, talvez já esteja a exagerar). Mas é bastante interessante, uma visão mais própria e vinda de dentro para fora. Entretanto, fazer figas por pelo menos uma vitória portuguesa numa etapa e num top10 para o nosso amigo Rui Costa. E também estou a torcer pelo Peter Sagan, gostei de ver a raça do jovem na primeira etapa. C'est Le Tour!
Sem Contador e sem Andy Schleck, que seriam à partida os principais candidatos à vitória, o Tour deste ano pode ter um vencedor inesperado e muitas surpresas. Para além disso, tem dois atractivos nativos deste cantinho: Sérgio Paulinho e Rui Costa.
Aconselho ainda que atirem uma vista de olhos (atenção, isto é apenas um trocadilho, não tentem fazer isto em casa pois se vocês atirarem uma vista de olhos podem ficar cegos e eu não vou comprar cães-guias para ninguém...) ao site da Eurosport. O Diário do Tour é escrito pelos ciclistas portugueses em prova, com a sua opinião e a sua visão da prova. Até dá para fechar os olhos e sentir o banco desaparecer de baixo do rabo à medida que nos preparamos para atacar a subida ao Tourmalet (ou talvez não, talvez já esteja a exagerar). Mas é bastante interessante, uma visão mais própria e vinda de dentro para fora. Entretanto, fazer figas por pelo menos uma vitória portuguesa numa etapa e num top10 para o nosso amigo Rui Costa. E também estou a torcer pelo Peter Sagan, gostei de ver a raça do jovem na primeira etapa. C'est Le Tour!
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