Quem toma atenção ao panorama desportivo europeu, leia-se "futebol", já deve ter notado isto: está na moda jogar finais. O Benfica lidera a Primeira Liga Portuguesa, ou Liga Zon Sagres referente ao naming dos patrocinadores, mas deixou de jogar jornadas e passou a jogar "finais".
Ora, se faltam quatro "finais" ao Benfica para ser campeão, se vencer três e perder uma já não é campeão? Quem perde uma final não é campeão. Será que o Benfica consegue perder uma final e ser campeão? Consegue, matematicamente consegue. Coisa estranha.
O ser humano é de modas, de "pancadas". Um café vazio é mau, um café cheio é muito bom, um café com duas pessoas de fato é caro, um café com duas pessoas de gorro é mal frequentado. Se um grande treinador ou jogador diz que os jogos que faltam são finais, deixamos de ter jornadas e passamos a ter finais, que bem lá no fundo não são finais.
Gosto de discursos coerentes, provocatórios, adoro mind games e ironias, não gosto de frases feitas nem que digam o que é bonito, gosto de gente directa e de indirectas. Quem diz que faltam finais devia ser banido das conferências de imprensa, mandem para lá alguém que saiba o que diz. Vitórias morais, perder porque os adversários foram melhores, jogar bem e perder, tudo desculpas, tudo tretas, tudo palavras de quem não sabe dizer nada. Quem diz que os jogos que faltam são finais peca por não saber o que diz. A primeira vez que ouvi esta expressão, há vários anos, achei alguma piada, à segunda vez soou-me mal, a partir daí foi o descalabro. Parecem aquelas frases ditas pelos comentadores que nada comentam. Vamos lá jogar jornadas e eliminatórias que as finais que se aproximam jogam-se em Wembley e em Amesterdão!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
Parabéns meister Bayern!
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| Facebook oficial FC Bayern München |
Há uns anos, num simulador de treinador de futebol de nome Football Manager, e depois de vencer todos os títulos com uma equipa portuguesa, decidi aceitar um convite de um clube alemão e fui à aventura para uma liga onde nunca tinha jogado: Bundesliga. Özil, Hugo Almeida e Mertesacker eram algumas das "minhas" estrelas. Nessa altura achei que estava a jogar em modo "super-super-super-difícil". Uma liga muito competitiva, com poucos golos, equipas muito fortes tacticamente, muitas derrotas inesperadas e pouco sucesso a nível internacional. Fui campeão e despedi-me, não conseguia aguentar mais uma época naquele campeonato. Contudo, comecei a olhar mais para o campeonato alemão e vi a evolução do futebol alemão nos últimos anos. Aliás, adoro ouvir comentários de pessoas que nada percebem do que falam, e ainda mais quando se acham experts na matéria, que o futebol alemão é aborrecido. De certeza que não viram um jogo de alemães nos últimos sete, oito anos.
O fantástico Dortmund bicampeão com Hummels, Götze, Lewandowski, Kuba e Sahin. Aquele ambiente entusiástico no Westefallen. O gigante, que acordou, com Heynckes e as duas meias-finais. O jovem Kroos, que vi pela primeira vez quando ele tinha 16 anos num torneio no Algarve, os incansáveis Lahm e Schweinsteiger, os irrequietos Robben, Müller e Ribéry. E ainda Leno, ter Stegen, Reus, Schürrle, Özil ou Khedira... Jogadores que fogem à regra do tradicional alemão rígido. Dá gosto ver jogos da liga alemã. E este Bayern é uma autêntica locomotiva pronta a trucidar qualquer adversário!
Em jeito de despedida só penso que Heynckes se pode despedir em grande do Bayern. Depois de no ano passado terem conquistado "quase" tudo, este ano começaram com a Supertaça, juntaram-lhe a Bundesliga, já vão nas meias da Taça e em bom caminho na Champions... Quanto maior a glória deste ano, maior o fardo de Guardiola.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Portugal deve estar a formar crianças super-inteligentes
Notícia que mais me revoltou esta semana, revoltou mas não se preocupem que não vou organizar nenhuma manifestação ou greve, o mundo vai continuar como se nada se passasse e por isso vou apenas desabafar neste meu diário digital: "Exames a sério levam alunos de 10 anos a pagar explicações" - in Diário de Notícias, 02 de Abril de 2013. Com direito a duas páginas, onde ainda defendem as criancinhas.
Em primeiro lugar só quero insurgir-me um bocado contra. Contra o quê? Contra a notícia, contra as crianças, contra os professores, contra os pais, contra o Ministério da Educação, em suma, contra! Só podem estar a gozar. Vejo apenas uma explicação credível para esta notícia fazer sentido: estamos a formar super-inteligentes! O quê? Não estamos a formar super-inteligentes? Então algo de errado se passa.
Se um aluno precisa de explicações é porque: ou o professor é mau ou o aluno tem dificuldades nessa matéria ou um bocado de ambas. Se um aluno precisa de explicações para um exame é porque ou o exame é mesmo muito complicado ou o aluno foi mal preparado pelos professores. Com 10 anos as crianças estão no 4.º ano de escolaridade e, muito distante da antiga 4.ª classe, o 4.º ano é 1.º ciclo, ensino primário ou pré-básico. Não consigo perceber como é possível uma criança não conseguir realizar um exame aos 10 anos. Podem existir atenuantes ou variáveis consoante os professores ou os alunos. Há crianças que demoram mais até perceber certas matérias, seria um insensível se não reconhecesse isso. Mas o professor da primária é considerado um educador (e não esquecer que as crianças começam a entrar em creches e ateliês cada vez mais pequeninas), tem a obrigação de preparar a criança na fase mais importante da sua aprendizagem. E pegando no título "exames a sério", como podem criar exames a sério para pequeninos de 10 anos? Ou o título é exagerado ou o Ministério está a ser exigente demais. De qualquer das formas, não faz qualquer sentido.
Com uma década eu não tinha powerpoints nem Internet nem Iphones, mas já percebia inglês para conseguir jogar na antiga Megadrive, sabia fazer contas de cabeça porque só conheci a calculadora no ensino básico, percebia o que a professora/educadora me dizia e consegui desenvolver bastante o sentido crítico (reza a lenda que era muito espevitado e estava sempre a fazer perguntas a querer saber mais). Muita coisa mudou desde então mas, agora, aos 10 anos já vejo miúdos com smartphones e a mexer em computadores mas não conseguem realizar um exame? Ou os jovens estão a ficar mais burros, ou os professores são muito maus nos dias de hoje...
Em primeiro lugar só quero insurgir-me um bocado contra. Contra o quê? Contra a notícia, contra as crianças, contra os professores, contra os pais, contra o Ministério da Educação, em suma, contra! Só podem estar a gozar. Vejo apenas uma explicação credível para esta notícia fazer sentido: estamos a formar super-inteligentes! O quê? Não estamos a formar super-inteligentes? Então algo de errado se passa.
Se um aluno precisa de explicações é porque: ou o professor é mau ou o aluno tem dificuldades nessa matéria ou um bocado de ambas. Se um aluno precisa de explicações para um exame é porque ou o exame é mesmo muito complicado ou o aluno foi mal preparado pelos professores. Com 10 anos as crianças estão no 4.º ano de escolaridade e, muito distante da antiga 4.ª classe, o 4.º ano é 1.º ciclo, ensino primário ou pré-básico. Não consigo perceber como é possível uma criança não conseguir realizar um exame aos 10 anos. Podem existir atenuantes ou variáveis consoante os professores ou os alunos. Há crianças que demoram mais até perceber certas matérias, seria um insensível se não reconhecesse isso. Mas o professor da primária é considerado um educador (e não esquecer que as crianças começam a entrar em creches e ateliês cada vez mais pequeninas), tem a obrigação de preparar a criança na fase mais importante da sua aprendizagem. E pegando no título "exames a sério", como podem criar exames a sério para pequeninos de 10 anos? Ou o título é exagerado ou o Ministério está a ser exigente demais. De qualquer das formas, não faz qualquer sentido.
Com uma década eu não tinha powerpoints nem Internet nem Iphones, mas já percebia inglês para conseguir jogar na antiga Megadrive, sabia fazer contas de cabeça porque só conheci a calculadora no ensino básico, percebia o que a professora/educadora me dizia e consegui desenvolver bastante o sentido crítico (reza a lenda que era muito espevitado e estava sempre a fazer perguntas a querer saber mais). Muita coisa mudou desde então mas, agora, aos 10 anos já vejo miúdos com smartphones e a mexer em computadores mas não conseguem realizar um exame? Ou os jovens estão a ficar mais burros, ou os professores são muito maus nos dias de hoje...
quinta-feira, 4 de abril de 2013
A melhor equipa é a que ganha, depende
Uiiiii, tenho tanto para escrever que, se meter férias durante os dias, sou capaz de escrever três livros, duas teses de mestrado e duas listas de compras! Ok, talvez esteja a exagerar, e uma lista de compras, assim está melhor. Estou cada vez mais apaixonado pelo futebol e cada vez mais quero estudar o futebol e tudo o que o rodeia.
Para quem aqui veio parar depois de pesquisar no Google pelo curso/formação de "Scouting no Futebol" da Quest à procura de uma opinião - frequentei e aconselho vivamente! Bastante interessante, formadores com muita bagagem e boas histórias para contar (mesmo daquelas que depois não podemos dizer nem à namorada ou ao periquito, e se tiverem um papagaio também convém não dizer porque esses bichos aprendem a repetir o que nós dizemos e são uns desbocados). Não pensem que vão sair de lá observadores a sério, isso vão ter de aprender por vós próprios, lá adquirem alguns conhecimentos, alguns modelos de observação, alguns conselhos. Estudem bem a matéria antes e preparem questões para colocar aos formadores, aproveitem os intervalos para socializar com os outros formandos.
Ontem assisti a um seminário sobre Formação de jogadores de futebol, quatro intervenientes, cada um com as suas ideias e as suas formas de pensar a modalidade e os seus praticantes. No final, fiquei a pensar que, das duas uma: ou sou revolucionário ou maluco. Eu explico, no auge da minha loucura em prosa: concordei com todos, discordei de todos, continuo a pensar em coisas que ninguém disse e acredito que no futebol tudo é relativo. "A melhor equipa é a que ganha", "podemos formar jogadores ou formar equipas", "nem sempre ganhar é o mais importante", estas e outras frases que se ouvem nos cafés e em todo o lado, também as ouvi num seminário sobre futebol com pessoas ligadas à área. Tudo tretas e tudo verdades! Para mim, tudo depende. Os jogadores não deixam de ser pessoas e o futebol até pode ser visto enquanto um emprego e ninguém é igual a alguém e ninguém trabalha da mesma forma. Os jogadores também são seres humanos e pessoas, também têm aquela coisa dos sentimentos e emoções. Nada é garantido no futebol, neste caso. Nem a bola é redonda, por vezes está mais cheia ou mais agastada, nem o campo tem sempre as mesmas medidas, nem sempre são 11 contra 11, nem sempre o melhor ganha, em 90 minutos pode não acontecer nada e em cinco segundos pode acontecer muita coisa. Existem variáveis, várias variáveis que variam e condicionam. O Ronaldo também falha, o Mourinho também se engana, o Buffon também mete frangos, na distrital também há pontapés de bicicleta. C'um caneco, se o futebol é uma ciência, a única ciência exacta é a matemática, confere, o futebol não é exacto. Já para não falar naqueles que leram os livros sobre o Mourinho e ficam a pensar que percebem de futebol, hilariante. Por agora, fico-me por aqui. Vou mandar postas de pescada para outra freguesia, literalmente.
Para quem aqui veio parar depois de pesquisar no Google pelo curso/formação de "Scouting no Futebol" da Quest à procura de uma opinião - frequentei e aconselho vivamente! Bastante interessante, formadores com muita bagagem e boas histórias para contar (mesmo daquelas que depois não podemos dizer nem à namorada ou ao periquito, e se tiverem um papagaio também convém não dizer porque esses bichos aprendem a repetir o que nós dizemos e são uns desbocados). Não pensem que vão sair de lá observadores a sério, isso vão ter de aprender por vós próprios, lá adquirem alguns conhecimentos, alguns modelos de observação, alguns conselhos. Estudem bem a matéria antes e preparem questões para colocar aos formadores, aproveitem os intervalos para socializar com os outros formandos.
Ontem assisti a um seminário sobre Formação de jogadores de futebol, quatro intervenientes, cada um com as suas ideias e as suas formas de pensar a modalidade e os seus praticantes. No final, fiquei a pensar que, das duas uma: ou sou revolucionário ou maluco. Eu explico, no auge da minha loucura em prosa: concordei com todos, discordei de todos, continuo a pensar em coisas que ninguém disse e acredito que no futebol tudo é relativo. "A melhor equipa é a que ganha", "podemos formar jogadores ou formar equipas", "nem sempre ganhar é o mais importante", estas e outras frases que se ouvem nos cafés e em todo o lado, também as ouvi num seminário sobre futebol com pessoas ligadas à área. Tudo tretas e tudo verdades! Para mim, tudo depende. Os jogadores não deixam de ser pessoas e o futebol até pode ser visto enquanto um emprego e ninguém é igual a alguém e ninguém trabalha da mesma forma. Os jogadores também são seres humanos e pessoas, também têm aquela coisa dos sentimentos e emoções. Nada é garantido no futebol, neste caso. Nem a bola é redonda, por vezes está mais cheia ou mais agastada, nem o campo tem sempre as mesmas medidas, nem sempre são 11 contra 11, nem sempre o melhor ganha, em 90 minutos pode não acontecer nada e em cinco segundos pode acontecer muita coisa. Existem variáveis, várias variáveis que variam e condicionam. O Ronaldo também falha, o Mourinho também se engana, o Buffon também mete frangos, na distrital também há pontapés de bicicleta. C'um caneco, se o futebol é uma ciência, a única ciência exacta é a matemática, confere, o futebol não é exacto. Já para não falar naqueles que leram os livros sobre o Mourinho e ficam a pensar que percebem de futebol, hilariante. Por agora, fico-me por aqui. Vou mandar postas de pescada para outra freguesia, literalmente.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Novo visual
Mudei a imagem, o visual, o look do meu blogue. Porquê? Não vou estar aqui com explicações elaboradas. Simplesmente, mudei, e gosto deste ar de rebeldia. Espero que não vos faça doer a vista devido aos contrastes de cores e brilhos.
Podia contar aqui que a minha vida deu uma volta de 360º e que isso me levou a mudar tudo, o que seria estúpido porque iria continuar na mesma.
Podia dizer que a minha cabeça está uma confusão e decidi confundir também o meu blogue. Na verdade, fui despedido, o gato mijou à porta do meu quarto, o carro avariou, caiu-me um livro de capa dura em cima do dedo mindinho do pé direito. A minha vida está um caos!!! Odeio tudo e mais alguma coisa! Quero ganhar o euromilhões sem jogar!
Podia dizer que estou apaixonado pelas artes! Por tudo! Este novo visual tem números, tem letras, tem fórmulas, tem "bué de cenas". Einstein, Beethoven, Homero, estou cheio deles todos, quero debitar a tabuada e assinar telas de classe pinturial! Este tema de fundo tem tudo! Sinto-me inteligente ao associar os bonequinhos a alguma coisa. Sou um génio! Sinto-me um iluminado! E=mc2! Azul é uma cor! 3 é um número! Gorda é uma rapariga que não é magra! Sinto-me a Lili Caneças com o QI de um puto sobredotado! Que piada teria ser um adulto sobredotado, bem, teria alguma piada, mas já não estamos a falar de QI!
Mas não, apenas achei piada a este fundo e estava farto de não ter imagens fofinhas atrás. Leitores fofinhos, em especial tu aí atrás desse monitor, sim, tu, de pijama, és o maior! Espero que gostem deste visual. Tem tipo cenas!
Podia contar aqui que a minha vida deu uma volta de 360º e que isso me levou a mudar tudo, o que seria estúpido porque iria continuar na mesma.
Podia dizer que a minha cabeça está uma confusão e decidi confundir também o meu blogue. Na verdade, fui despedido, o gato mijou à porta do meu quarto, o carro avariou, caiu-me um livro de capa dura em cima do dedo mindinho do pé direito. A minha vida está um caos!!! Odeio tudo e mais alguma coisa! Quero ganhar o euromilhões sem jogar!
Podia dizer que estou apaixonado pelas artes! Por tudo! Este novo visual tem números, tem letras, tem fórmulas, tem "bué de cenas". Einstein, Beethoven, Homero, estou cheio deles todos, quero debitar a tabuada e assinar telas de classe pinturial! Este tema de fundo tem tudo! Sinto-me inteligente ao associar os bonequinhos a alguma coisa. Sou um génio! Sinto-me um iluminado! E=mc2! Azul é uma cor! 3 é um número! Gorda é uma rapariga que não é magra! Sinto-me a Lili Caneças com o QI de um puto sobredotado! Que piada teria ser um adulto sobredotado, bem, teria alguma piada, mas já não estamos a falar de QI!
Mas não, apenas achei piada a este fundo e estava farto de não ter imagens fofinhas atrás. Leitores fofinhos, em especial tu aí atrás desse monitor, sim, tu, de pijama, és o maior! Espero que gostem deste visual. Tem tipo cenas!
terça-feira, 26 de março de 2013
Raios te parta, patriotismo!
Faltam poucas horas para o jogo e não penso nisso, não sinto ansiedade, não me rabeiam borboletas na barriga, não estou confiante, não estou com um mau pressentimento, aliás, acho que não sinto nada, é-me indiferente.
Sou português, claro que sou, estupidamente orgulhoso de tudo e envergonhado com quase tudo. Acho que ser português é um bocado disso, ter orgulho e ao mesmo tempo vergonha. É gritar bem alto "PORTUGAAAAAAAAAAAAAL" quando batemos a Inglaterra nos penáltis, é espumar de raiva quando o Charisteas marca o golo, é chamar burro ao Postiga quando falha de baliza aberta, é aplaudir o Postiga quando marca o golo da vitória, é criticar o Paulo Bento quando as substituições correm mal e dar-lhe os parabéns quando o Varela faz o 3-2 à Dinamarca! Ser adepto é isso, ainda para mais da equipa de todos nós. Odeio perder, detesto empatar, o que eu quero mesmo é ganhar, sempre, se possível, o máximo de vezes que conseguirmos, marcar dez golos por jogo, com o pé, com a cabeça, com o rabo se for preciso, mas marcar, muitos, mais que o adversário, marcar mesmo quando o jogo está parado só pelo prazer de ver as redes contrárias a abanar com a bola lá anichada!
E hoje, não sinto isso, não sinto nada. Cinco jogos sem vencer, entre amigáveis e qualificação. Já estou farto disto, começo logo a fazer contas de matemática, e eu era um aluno razoavelmente bom a matemática. Estamos a muitos pontos da Rússia, do bilhete de avião para o Rio de Janeiro. Eu, muito provavelmente, não vou lá, mas quero que o Cristiano Ronaldo, o Nani, o Postiga, o Rui Patrício, o Fábio Coentrão e os outros todos vão lá por mim, nem precisam de trazer uma lembrancinha especial para mim, tragam o troféu de Campeões do Mundo para todos nós, não quero autógrafos, não quero fotografias, isso posso perder ou posso esquecer nalguma gaveta da cómoda, quero títulos, daqueles que ficam para sempre na história, ou na Wikipédia. Mas hoje não penso nisso. Azerbaijão... não me lembro de nenhum jogador, eu que jogo FM, eu que passo horas a vaguear pelo zerozero, não me lembro de ninguém. E pouco importa - é para ganhar! Lá no fundo, à medida que se aproximar a hora do jogo, o meu coração vai começar a palpitar mais depressa, distraidamente irei ligar a televisão e cinco minutos antes das cinco já estarei com a mão no peito a cantar baixinho o hino da minha Pátria, baixinho para só eu ouvir, mesmo que grite eles não ouvem lá em Baku. Tenho um treinador de bancada dentro de mim, já imaginei diversos onzes para entrar em campo, não há Ronaldo, não há Nani, outros parecem não existir, outros ficaram em casa, outros estão cansados ou desmotivados. Ai se eu não tinha puxado as orelhas ao Bruno Alves e ao Patrício, mesmo sabendo que eles medem mais meio palmo que eu, nem o Ronaldo escapava. Depois de um jogo daqueles ninguém escapava. Mas isto sou eu a divagar e a imaginar.
Metia o Patrício na baliza, merece, na defesa só metia o Pepe, o maior português da selecção nascido em Maceió, atirava o Neto às feras, deixava ficar o João Pereira por falta de concorrência e chamava o Antunes (o meu menino bonito do FM, nunca me falha, sempre certinho), metia o "tampão" Custódio e lançava o Paulo Machado, campeão na Grécia, tem de estar motivado, havia de comer a relva para mostrar que merece ser chamado mais vezes, depois o Vieirinha na direita, há anos que digo que este rapaz tem lugar de caras nesta selecção, pode ser uma pancada minha mas vejo muito talento naqueles pés, o Pizzi, estrela de um Deportivo em crise, Danny, já está recuperado e é irreverente, e na frente Postigol, obviamente. Há quem não goste dele, eu próprio, mas marca golos como não temos mais nenhum para o fazer. Leva quatro golos no apuramento, feios ou bonitos, mas ele sabe marcá-los e é esse tipo de avançado que faz falta. E contra este Azerbaijão tínhamos de golear, ganhar por poucos é bom contra a Espanha, contra o Brasil, não contra o Azerbaijão! Sei que o Paulo Bento não me ouve, aliás, sei que dos jogadores que eu disse apenas Patrício, Pepe, João Pereira, Pizzi e Postiga devem jogar de início. Sei que a primeira substituição vai ser tirar um extremo, possivelmente o Varela, depois refresca o meio-campo e, se estivermos a ganhar, troca o Postiga pelo Hugo Almeida. E eu a sofrer por fora, como se não sentisse nada...
quinta-feira, 21 de março de 2013
Voltei
Passadas três semanas, estou de volta e mais bonito do que nunca. A sério, até fui ao cabeleiro e tudo! Durante este tempo não me esqueci de vós, apenas andei distraído com a eleição do novo Papa, que ao menos gosta de futebol, e andei desmotivado pela falta de tomates do governo e pela chuva. Até curto chuva, quando não tenho o azar de ficar todo ensopado e porra, estas semanas sempre que chove há uma maldita nuvem que me persegue... E por demais, sou Gémeos e tenho direito a passar metade do ano desmotivado, já tirei uns dias, agora já passou.
Transferências do dia: Wolfswinkel no Norwich, Sócrates na RTP, e eu desejava ler em algum sítio que o Passos Coelho e o Relvas tinham ido parar à Cochinchina (para os leitores maiores de idade, podia ter dito para a p*** que os pariu, mas em relação a seres inferiores gosto de manter a dignidade). E a Cochinchina existe mesmo, fica para os lados do Vietname, como quem vai em frente e vira à direita, ou à esquerda se vier no sentido contrário. Não tem nada que enganar.
Nada tenho contra o Sócrates versão comentador político. Devo ser dos poucos neste país, mas sempre gostei de ser do contra. Se o Santana Lopes e a Ferreira Leite podem fingir ser comentadores políticos, não vejo onde o Zézinho seja pior pessoa. Preferia ver o professor José Adelino Maltez ou o Miguel Esteves Cardoso a comentar, dois homens sem papas na língua e que dizem coisas que eu gosto de ouvir. Mas é a minha singela opinião.
Quanto ao Wolfswinkel, existem duas formas de ver as coisas: desportiva e empresarial. No primeiro aspecto, é um bom negócio para o Sporting, a ser concretizado. O rapaz é fraquinho, pode ser uma jóia de moço, o genro que todas as sogras desejam, mas é fraquinho como ponta-de-lança e não serve para o Sporting. Talvez seja bom demais, talvez chegue a Inglaterra (onde é raro vermos jogadores tão franzinos e moles) e se torne num grande avançado, talvez o Norwich o venda daqui a um ano por 30 milhões para um colosso. Para o Sporting é um bom encaixe de 3 ou 4 milhões, visto não deterem mais que 35% do passe, por um activo que nos últimos meses está a desvalorizar. O facto de ficar até final da época tem tudo para dar bom resultado - sabe que no futuro vai para um clube novo, para outro campeonato mais competitivo e com maior visibilidade, vai ganhar melhor, pode passar estes meses no Sporting sem preocupações - e acredito que esse alívio psicológico vá resultar numa subida de rendimento. Do ponto de vista empresarial... o Godinho é um sacana. Investiu, mal, no clube e agora, de malas feitas, quer encher os bolsos e fingir que deixa o clube mais saudável com este negócio. Quem vier a seguir que se lixe, à boa moda portuguesa, e cobarde. Já se fala que também pode vender o Capel e o Schaars, dois jogadores acarinhados pelos adeptos e dos melhores no plantel. É um acto de cobardia. Os jogadores até podiam não fazer parte dos planos do novo presidente, mas não deve ser o demissionário a decidir isso como despedida. Adeus inglório deste "sonhador".
Transferências do dia: Wolfswinkel no Norwich, Sócrates na RTP, e eu desejava ler em algum sítio que o Passos Coelho e o Relvas tinham ido parar à Cochinchina (para os leitores maiores de idade, podia ter dito para a p*** que os pariu, mas em relação a seres inferiores gosto de manter a dignidade). E a Cochinchina existe mesmo, fica para os lados do Vietname, como quem vai em frente e vira à direita, ou à esquerda se vier no sentido contrário. Não tem nada que enganar.
Nada tenho contra o Sócrates versão comentador político. Devo ser dos poucos neste país, mas sempre gostei de ser do contra. Se o Santana Lopes e a Ferreira Leite podem fingir ser comentadores políticos, não vejo onde o Zézinho seja pior pessoa. Preferia ver o professor José Adelino Maltez ou o Miguel Esteves Cardoso a comentar, dois homens sem papas na língua e que dizem coisas que eu gosto de ouvir. Mas é a minha singela opinião.
Quanto ao Wolfswinkel, existem duas formas de ver as coisas: desportiva e empresarial. No primeiro aspecto, é um bom negócio para o Sporting, a ser concretizado. O rapaz é fraquinho, pode ser uma jóia de moço, o genro que todas as sogras desejam, mas é fraquinho como ponta-de-lança e não serve para o Sporting. Talvez seja bom demais, talvez chegue a Inglaterra (onde é raro vermos jogadores tão franzinos e moles) e se torne num grande avançado, talvez o Norwich o venda daqui a um ano por 30 milhões para um colosso. Para o Sporting é um bom encaixe de 3 ou 4 milhões, visto não deterem mais que 35% do passe, por um activo que nos últimos meses está a desvalorizar. O facto de ficar até final da época tem tudo para dar bom resultado - sabe que no futuro vai para um clube novo, para outro campeonato mais competitivo e com maior visibilidade, vai ganhar melhor, pode passar estes meses no Sporting sem preocupações - e acredito que esse alívio psicológico vá resultar numa subida de rendimento. Do ponto de vista empresarial... o Godinho é um sacana. Investiu, mal, no clube e agora, de malas feitas, quer encher os bolsos e fingir que deixa o clube mais saudável com este negócio. Quem vier a seguir que se lixe, à boa moda portuguesa, e cobarde. Já se fala que também pode vender o Capel e o Schaars, dois jogadores acarinhados pelos adeptos e dos melhores no plantel. É um acto de cobardia. Os jogadores até podiam não fazer parte dos planos do novo presidente, mas não deve ser o demissionário a decidir isso como despedida. Adeus inglório deste "sonhador".
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Há os Oscares e o Óscar
Já que todos podem opinar sobre essa coisa do Óscar, vou lançar aqui umas palavritas para a fogueira.
No secundário tive um professor que se chamava Óscar, leccionava Ciência Política. Bom homem, sempre preparado para uma boa galhofa e com uma visão muito própria do país. Ele contava que uma vizinha sua tinha um cão chamado... Óscar, e que quando a vizinha ia passear o canídeo, passava muito tempo a gritar "Óscar, anda cá à dona. Oh Óscar não faças xixi em cima desse menino". Devia ser chato sair à rua na mesma altura em que a vizinha saía para passear o cão.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Uma Aventura no Jardim/Bosque
Numa viagem cultural, e de descontracção, dei por mim num jardim que mais parecia um bosque. É isso mesmo, fui visitar o jardim de um museu/fundação e encontrei um verdadeiro bosque. Árvores, muito espaço, um curso de água, mais árvores, mais espaço, um jardim e muita natureza. Eu já vi jardins e aquilo, meus amigos, era um verdadeiro bosque.
Enquanto vagueava pelo "jardim" comecei a magicar histórias e a desvendar mistérios. Como foi durante a semana, estavam lá grupos de jovens estudantes em visitas de estudo. A vaguear, a tirar fotografias, a correr, estavam a divertir-se na imensidão do bosque. Muitos deles, possivelmente, só conheciam a natureza das histórias de encantar e isso pode explicar a forma maravilhada como viam aquela imensidão de natureza à sua volta. E eu parecia que estava dentro de um livro da Isabel Alçada e da Ana Maria Magalhães! Não só pela vertente cultural mas também pelo enigma "seria um jardim ou um bosque" ou ainda pelo facto de as crianças desaparecerem no meio das árvores para depois voltarem a aparecer atrás de umas moitas, sabe-se lá a fazer o quê. E fiquei com a sensação que, a certo ponto, vi uma patada de um tigre!
Ponto de reflexão: crianças nos seus 13, 14 anos com grandes máquinas fotográficas. Senti-me velho. No meu tempo, carregava comigo uma pequena máquina fotográfica de 3.1 megapixels. Aquelas crianças tinham câmeras com objectivas enormes. Aliás, um simples smartphone tem o triplo dos megapixels das máquinas fotográficas que eu conhecia até entrar para a universidade. É a idade.
De tão pequeno que era o jardim, havia uma enorme equipa de funcionários por lá, jardineiros e afins. E aí vi algo que me intrigou: um desses funcionários passeava em passo acelerado, com uma caixa debaixo do braço, pelo bosque abaixo em direcção a uma zona rescondida onde eu teria medo de entrar sozinho. Tendo em conta que havia crianças a passear por lá, ao cuidado de um professor por cada 20 alunos, comecei a imaginar o pior. Era a cabeça de uma criança que seguia escondida na caixa, tenho quase a certeza! Ainda pensei em alertar os professores: "olhe, se no final da visita de estudo sentir a falta de alguém, vão encontrá-la numa caixa que um dos funcionários carregava e possivelmente foi enterrar junto àquela azinheira". Estive quase para ir ter com os professores. Mas a rapariga que estava comigo, por quem nutro um sentimento, disse que era melhor não o fazer e puxou-me para fora do jardim. Contudo, continuo a pensar nisso. Um crime aconteceu ali e uma criança desapareceu. O bosque era grande, era fácil esconder o corpo. Pobre criança, atacada por um sujeito com jardineiras e um ar de psicopata. Enfim, a tarde passou e acho que nenhuma criança desapareceu e a caixa levava apenas uma sandes de queijo e fiambre. Espero eu...
Enquanto vagueava pelo "jardim" comecei a magicar histórias e a desvendar mistérios. Como foi durante a semana, estavam lá grupos de jovens estudantes em visitas de estudo. A vaguear, a tirar fotografias, a correr, estavam a divertir-se na imensidão do bosque. Muitos deles, possivelmente, só conheciam a natureza das histórias de encantar e isso pode explicar a forma maravilhada como viam aquela imensidão de natureza à sua volta. E eu parecia que estava dentro de um livro da Isabel Alçada e da Ana Maria Magalhães! Não só pela vertente cultural mas também pelo enigma "seria um jardim ou um bosque" ou ainda pelo facto de as crianças desaparecerem no meio das árvores para depois voltarem a aparecer atrás de umas moitas, sabe-se lá a fazer o quê. E fiquei com a sensação que, a certo ponto, vi uma patada de um tigre!
Ponto de reflexão: crianças nos seus 13, 14 anos com grandes máquinas fotográficas. Senti-me velho. No meu tempo, carregava comigo uma pequena máquina fotográfica de 3.1 megapixels. Aquelas crianças tinham câmeras com objectivas enormes. Aliás, um simples smartphone tem o triplo dos megapixels das máquinas fotográficas que eu conhecia até entrar para a universidade. É a idade.
| Isto é o curso de água lá no jardim. Foi por estas escadas que o funcionário carregou o corpo do jovem |
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Tau-tau nos alemães!
Convido aqui o primeiro-ministro, o ministro dos negócios lá de fora e o ministro das moedas a passarem pelo Estádio da Luz esta noite. Não contem comigo para vos arranjar bilhetes, e que nem vos passe pela cabeça enviarem a factura lá para casa, faz de conta que já faz parte do valor absurdo que retiram do meu ordenado todos os meses!
Convido-vos porque ouvi dizer que andam com uns problemas como uma alemã qualquer, assim para o gorda e feia. Nada tenho contra alemães, muito pelo contrário. Já aprendi a língua, já convivi com vários, já bebi copos pagos por alemães. Costumo dar-me bem com eles. São um povo à sua maneira, de expressão mais carregada, mas gente séria, não haja dúvidas disso. Podíamos aprender isso com eles, a ser sérios e responsáveis e organizados...
Mas convido-vos porque estou confiante que esta noite os alemães vão meter o rabo entre as pernas e vão afogar as mágoas nas canecas que se vendem no Bairro Alto. Aliás, o Bairro Alto bem que podia patrocinar o Benfica nas competições europeias pois os adeptos adversários costumam ir afogar as mágoas (ou, muito esporadicamente, celebrar) para esse santuário da noite. E nesse santuário até podem ganhar, porque os germânicos sabem o que é beber uma boa cerveja sem tombar, mas na Catedral, vão cair e com estrondo. Basta o sacerdote Jesus não inventar um novo Pai Nosso (leia-se "onze com várias mexidas estranhas"), até porque isso ia colocar muita gente a pedir ajuda divina, e nós ganhamos isto com tranquilidade. Estádio cheio, seis dezenas de milhares de benfiquistas a gritar bem alto "BENFICA"! A senhora gorda e feia não sei mas estes vão tremer quando o hino do Benfica ecoar no Estádio da Luz!
Hoje, por Portugal, pelo Benfica, contra os alemães!
Convido-vos porque ouvi dizer que andam com uns problemas como uma alemã qualquer, assim para o gorda e feia. Nada tenho contra alemães, muito pelo contrário. Já aprendi a língua, já convivi com vários, já bebi copos pagos por alemães. Costumo dar-me bem com eles. São um povo à sua maneira, de expressão mais carregada, mas gente séria, não haja dúvidas disso. Podíamos aprender isso com eles, a ser sérios e responsáveis e organizados...
Mas convido-vos porque estou confiante que esta noite os alemães vão meter o rabo entre as pernas e vão afogar as mágoas nas canecas que se vendem no Bairro Alto. Aliás, o Bairro Alto bem que podia patrocinar o Benfica nas competições europeias pois os adeptos adversários costumam ir afogar as mágoas (ou, muito esporadicamente, celebrar) para esse santuário da noite. E nesse santuário até podem ganhar, porque os germânicos sabem o que é beber uma boa cerveja sem tombar, mas na Catedral, vão cair e com estrondo. Basta o sacerdote Jesus não inventar um novo Pai Nosso (leia-se "onze com várias mexidas estranhas"), até porque isso ia colocar muita gente a pedir ajuda divina, e nós ganhamos isto com tranquilidade. Estádio cheio, seis dezenas de milhares de benfiquistas a gritar bem alto "BENFICA"! A senhora gorda e feia não sei mas estes vão tremer quando o hino do Benfica ecoar no Estádio da Luz!
Hoje, por Portugal, pelo Benfica, contra os alemães!
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